Domingo, 27 de Abril de 2008

Prólogo: A Rede e o Ser (Manuel Castells)

Texto produzido pela aluna Marcela Falcão, do curso de Comunicação Social 2008.1 para a matéria Oficina de informática e telemática, Prof. Otávio Filho.

O ritmo constante de evolução das sociedades chega a um momento de extrema importância, a revolução tecnológica, fato esse que vem remodelando a estrutura social agora baseada em tecnologias da informação. Podemos citar como exemplo, o projeto do MINITEL francês, um dispositivo que visava conduzir o país a ser uma sociedade da informação alcançando grande sucesso popular, mas como passar dos anos acabou sendo dividido internamente entre um serviço informacional, um sistema de serviços em rede e uma entrada subsidiária para a vasta navegação na Internet.
A relação entre economia, Estado e sociedade torna-se cada dia mais interdependente em escala global. Segundo Castells, fatos como o fim da Guerra Fria e o subseqüente colapso do socialismo soviético e fim do movimento comunista, o processo de reestruturação por que passa o capitalismo caracterizado principalmente por uma maior flexibilidade de gerenciamento, a liberação de novas forças produtivas paralelo à consolidação de “buracos negros de miséria humana” no mundo, caracterizam uma nova era social onde os sistemas de comunicação tornam-se universais promovendo, em tese, uma integração global personalizando identidades e culturas.
Observa-se também, uma redefinição de conceitos como família, sexualidade, etc. A política vive uma crise de legitimidade e desconfiança, o caráter passa a ser questionável e a busca por uma identidade coletiva e individual torna-se fonte básica de significado social, porém é desse fato que decorre o fundamentalismo religioso que vem conturbando a ordem mundial, entre outros fatores. A pós-modernidade marca o fim da razão no sentido da impotência do homem ante o seu destino e da sua individualização comportamental. Entretanto, o autor coloca: “Acredito no poder libertador da identidade sem aceitar a necessidade de sua individualização ou de sua captura pelo fundamentalismo”.
Historicamente, é perceptível a intervenção das novas tecnologias na sociedade, nos movimentos dos anos 60, na corrida nuclear marcante durante a Guerra Fria, nos sistemas comunicacionais que interligam o mundo, embora não determinem sua evolução histórica e transformação social. Potências econômicas mundiais como a China, a Europa, os Tigres Asiáticos anseiam por um mercado consumidor cada dia mais voraz e ligado ás mídias que passa a assumir assim o papel de atores sociais levando informação e redimensionando o consumo, retornando ao fato anteriormente citado da construção de identidades coletivas.
A perspectiva teórica que relaciona produção, experiência e poder visa fundamentar a teoria da informacionalismo que define como capitalista a sociedade atual. A produção destina-se a um público que acumulando suas experiências identitárias passa a ter poder representado pelo Estado e pelo ato de interferir no andamento social como um todo. A tecnologia não determina a sociedade e sim incorpora-a. Contudo, a sociedade também não determina as conquistas tecnológicas: utiliza-as.
Podemos concluir então que a tecnologia é a sociedade e que essa mesma sociedade não pode mais ser representada ou continuar evoluindo sem as ferramentas tecnológicas que traduzem o que de fato diz o estudioso Manuel Castells: “Nossas sociedades estão cada vez mais estruturadas em uma oposição bipolar entre a Rede e o Ser”.

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Prólogo: A rede e o ser

Aluno: Dimitri Vasconcelos Santos

No texto Castells fala sobre alguns acontecimentos que transformaram a vida social humana no final do século XX, como por exemplo, o desenvolvimento das tecnologias centradas nas tecnologias da informação, o enfraquecimento do estatismo soviético e do movimento comunista no mundo, o processo de reestruturação do capitalismo caracterizado por uma maior flexibilidade de gerenciamento e descentralização das empresas o que contribui para que diversas economias no mundo passassem a se integrar de uma forma global.

As mudanças no campo social também foram drásticas, como o enfraquecimento do patriarcalismo em varias sociedades, a presença cada vez maior das mulheres na força do trabalho fez com que se criasse uma relação de disputa entre os sexos, em vez de um esforço conjunto no desenvolvimento cultural. Os movimentos culturais tendem a ser fragmentados com objetivos muito específicos e centralizados, o fundamentalismo religioso se tornou a maior força de segurança nacional e de movimento coletivo.

O autor fala também sobre como a intervenção do estado pode estagnar o desenvolvimento de uma sociedade ou pode impulsionar uma rápida modernização tecnológica capaz de trazer muitos benefícios para a população.

Um exemplo de como a intervenção de Estado nas tecnologias pode dar bom resultados foi a iniciativa de do governo francês em relação ao aparelho chamado Minitel, o governo ofereceu um terminal para cada cidadão gratuitamente. O Minitel oferecia vários serviços como lista telefônica, previsão de tempo, informações, reseva de transporte, compra de entradas para eventos culturais e de entretenimento, entre outras funções que foram sendo incorporadas de acordo com as o desenvolvimento da sociedade, este aparelho era utilizado como uma meio de comunicação, onde as pessoas se comunicavam através de um sistema de videotexto semelhantes as atuais salas de bate-papo sendo esse, junto o a intervenção do Estado, um dos importantes de sua rápida disseminação e aceitação pelo povo francês.

O autor diferencia modos de desenvolvimento e modos de produção, fala que os modos de produção são os procedimentos mediantes os quais os trabalhadores atuam sobre a matéria para gerar o produto, determinando nível e a qualidade do excedente.

A nova estrutura social está associada ao surgimento de um novo modo de desenvolvimento, o informacionalismo, historicamente moldado pela reestruturação do modo capitalista de produção.

De acordo com as reformas estruturais que vem ocorrendo no sistema capitalista desde os anos 80, podemos classificar esse novo sistema de capitalismo informacional. A comunicação mediada por computadores gera uma gama enorme de comunidades virtuais. Mas a tendência social e política característica da década de 90 é construção da ação social e das políticas em torno de identidades primárias.

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Analogia dos textos:Prólogo e Cap.V -Érika Passos

A tecnologia que modifica o cenário social da humanidade,afasta a política dos cidadãos e amedronta o Poder.O progresso tecnológico influi diretamente na autonomia e liberdada individual,isso significa atribuir poder a qualquer indivíduo sem ter controle sobre as conexões de redes retirando do Estado o poder das determinações sociais,uma vez que a modernização tecnológica é capaz de mudar o destino da economia,do poder militar e edo bem-estar de uma sociedade em poucos anos.O Estado é considerado o fator crucial na explicação no atraso tecnológica chinês nos tempos modernos,segundo o historiador Mokyr.Pois a China era a civilazação mais avançada em tecnologia no mundo.Isso talvez explique o motivo peo qual o Minitel,sistema francês induzido pelo estado,não ultapasse as fronteiras nacionais.O Minitel em meados dos anos 90,atingiu um auge supreendente na sociedade francesa,devido ao comprometimento do governo que teve participação na estimulação do uso do Minitel.Esse sistema foi bem recebido depois de um deterninado período por ser um meio de expressão pessoal.Llogo depois passou a ser um veículo dos sohos sexuais com a introdução de bate-papo centradas me conversas sobre sexo(les messageries roses).Mas a sofisticação francesa considerou o Minitel um limitação da capacidade de comunicação horizontal,ou comunicação em rede.O sistema francês então aderii a internet,que é m sistema tarifário anárquico de serviços incontroláveis de iniciativa norte-americana.O desiteresse dos franceses pelo Minitel devido seu caráter rudimentar de tecnologia,afirma o fati de que a sociedade pode sufocar o desenvolvimento tecnológico do Estado.Retrocedendo,reforçando a idéia de que o Poder do Estado rege as leis da sociais,podemos nos basear no pensamento de Mokyr afirmando que o fator determinante do conservadorismo tecnológico,na China(e na França em relação ao Minitel)era o temor dos governantes pelos impactos potencialmente destrutivos da transformação tecnológica sobre a estabilidade social.No entanto,depois de muito exaltar o pder que o estado exerca sobre a inovação tecnológica,não se pode deixar de comentar que nem toda intervenção estatal é um peso contra o progresso tecnológico.A exemplo disso destaca-se a rápida mudança no Japão,onde ocorreram grandes avanços,e até na França que aderiu a internet.Logo,evidencia-se que o estado pode ser um fator decisivo no progresso geral do desenvolvimento da tecologia,mas se trabalhado em conjunto e harmonia com a sociedade há possibilidade das evoluções tecnológicas serem responsáveis pelas mudanças históricas sem imposição contrária. (CASTELLS,Manuel.A Sociedade em Rede)

Univarsidade Estadual de Santa Cruz

Universidade Estadual de Santa Cruz
Oficina de Informática e Telemática
Marcela Amaral

Fichamento

Prólogo: A rede e o ser
(Minitel)

Manuel Castells discute a tentativa de compreensão relativa à tecnologia numa perspectiva política.Como uma sociedade pode ser comandada pelo estado e como o conhecimento é totalmente relevante quando se trata de hierarquia.Uma prova disso são todos os meios eficazes restituídos de regras produzidas pelo estado que impõe restrições limitando substancialmente a capacidade de autonomia e processamento de informações.
Quando um indivíduo é inserido em um determinado empreendimento existe imediatamente uma restrição sobre as informações que lhe são concedidas com a intenção de que haja uma total manipulação do mesmo, esse feito acaba por se tornar uma forma eficiente de domínio de conhecimentos já que uma assimilação demasiada de informações poderia prejudicar o sistema à partir disso “Conhecimento significa poder”.
Na tentativa de desenvolver o pensamento de domínio, o estado francês instaurou a utilização do MINITEL que já na década de 90 deixava evidente suas limitações.Um sistema francês que até o ano de 1994 nunca pôde ultrapassar suas fronteiras nacionais devido à existência de restrições regulamentares se tornando um sistema extremamente limitado em suas capacidades autônomas sendo assim um terminal burro de informações.
Na tentativa de se obter um meio de burlar a realidade submissa em que se encontrava a sociedade, um grupo num esquema ousado arquitetado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos a (DARPA) com a inicial intenção de impedir a destruição do sistema norte-americano de comunicações pelos soviéticos, deu origem a outro tipo de rede informatizada que posteriormente se tornaria a espinha dorsal da comunicação global.O resultado desse feito foi a criação de redes que (como era a intenção), não pode ser controlada a partir de nenhum centro, tendo em sua composição milhares de redes de computadores autônomos que contornam todas as barreiras eletrônicas.A criação desse sistema permitiu uma reconfiguração no que se refere ao indivíduo e suas restrições,e mais do que isso ,permitiu uma introdução do ser na sociedade informacional dificultando uma manipulação do mesmo por permitir seu desenvolvimento crítico sobre as informações (que agora se tornaram altamente acessíveis).
Com o tempo esse modo de obter informação apenas ganhou um maior fluxo tornando–se ainda menos manipulável e de tamanha proporção que se tornou uma ameaça a determinadas relações de poder.Citando Castells o poder tem medo da Internet, pois ela nada mais é do que uma máquina mortífera decodificadora de informações e de fácil acesso.

Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Fichamento do 1º capítulo do livro “Tecnologias da inteligência” - Pierre Lévy

Marcela Amaral

Introdução

“Não se pode mais conceber a pesquisa cientifica sem uma aparelhagem complexa que redistribui as antigas divisões entre experiências e teoria”.

O autor se refere ao avanço contínuo do mundo globalizado, mesmo em suas contradições, permite a percepção de que nada de mais precioso existe senão as inovações tecnológicas e inteligentes. É lógica a necessidade de se fazer descobertas e com elas gerir facilidades para formação de um ciclo científico inovador.

“Ora tentarei mostrar nesse livro que não há informática em geral, nem essência congelada do computador, mais sim um campo de novas tecnologias intelectuais, aberto, conflituoso, e parcialmente indeterminado”.

Defendendo sua tese Pierre mostra ao longo desse trabalho que é possível encarar a informática como um campo cheio de possibilidades e mudanças freqüentes, e não um objeto como o computador, aparentemente limitado e acabado.

A TÉCNICA PARTICIPA ATIVAMENTE DE ORDEM CULTURAL, SIMBÓLICA, ONTOLÓGICA OU AXOLÓGICA.

“A técnica é apenas a dimensão de estratégias que passam por atores não humanos. (Ex: Vento, carvão, elétrons etc...)”.

Þ Domínio transcendental: Através de que a experiência é possível, que estrutura a percepção.

Þ Domínio empírico: O que é percebido, que constitui a experiência.

· Transcendental histórico: Que estrutura a experiência dos membros de uma determinada coletividade.

O cúmulo da cegueira é atingido quando as antigas técnicas são declaradas culturais e impregnadas de valores, enquanto as novas são denunciadas como bárbaras e contrárias à vida...”.

Há uma necessidade de quebra de valores culturais retrógrados na percepção do autor já que novas teorias são sempre fundamentadas em antigas.E me atrevo a ir além em dizer que novas teorias são formas de aprimoramento das primeiras.

Deve-se conceber o pensamento de que uma nova idéia é com certeza a possibilidade de um aperfeiçoamento, começando assim uma quebra de paradigmas onde há o pensamento de que não há progresso se não há inovação.

I -A METÁFORA DO HIPERTEXTO

1- Imagens do sentido

Þ Produzir um contexto

“Seria a transmissão de informação a primeira função da comunicação”.

Segundo o autor, não se ganha uma nova informação, porém, conseguimos uma confirmação do estado de uma relação.

“O jogo da comunicação consiste em através de mensagens, precisar, ajustar, transformar o contexto compartilhado pelos parceiros”.

Há uma infinita utilização de linguagens com finalidade de haver uma interação entre indivíduos que dividem um contexto. A mensagem é imprescindível para que possa existir uma transmissão de idéias ou apenas uma compreensão da mesma.

“O sentido emerge e se constrói no contexto...” “... A cada instante, um novo desenvolvimento pode modificar o sentido que havíamos dado a uma proposição (Ex: Quando ela foi emitida...”).

A inteligência humana renovada com a técnica apropria-se de percepções cada vez mais minuciosas.Tal qual sempre existem novos sentidos dentro de um mesmo contexto.

CLARÕES

“Tomando os termos leitor e texto no sentido mais amplo possível, diremos que o objetivo de todo texto é o de provocar em seu leitor um certo estado de excitação da grande rede heterogênea de sua memória...”.

O autor acredita que existem vários mecanismos de associação que vai decodificando em nossa mente interpretações sobre o que escutamos ou lemos.

SEIS CARACTERES DO HIPERTEXTO

Þ O hipertexto é uma metáfora.

1º -PRINCÍPIO DA METAMORFOSE

- “A rede hipertextual está em constante construção e renegociação” “... A estabilidade é em si mesma fruto de um trabalho”.

Fortalecendo o que já foi dito; tudo tende a mudar à medida de seus aperfeiçoamentos.

2º -PRINCÍPIO DA HETEROGENEIDADE

- “Os nós e as conexões de uma rede hipertextual são heterogêneos”.

3º - PRICÍPIO DA MULTIPLICIDADE E DE ENCAIXE DAS ESCALAS

- “O hipertexto se organiza em um modo ‘fractal’ ou seja, qualquer nó ou conexão, quando analisado, pode revelar-se como sendo composto por toda uma rede, ao longo da escala dos graus de precisão”.

Nesse trecho o autor faz uma definição clara do que é o hipertexto.Ele existe como uma parte de um todo mesmo que não seja visto em primeira estância. O ‘todo’ está perfeitamente ligado ao fragmento lido.

4º- PRINCÍPIO DA EXTERIORIDADE

- “A rede não possui unidade orgânica, nem motor interno.” “Sua modificação(aumento ou diminuição) depende de um exterior indeterminado(Ex:adição de novos elementos, conexões com outras redes etc... ‘captadores’)”.

A rede hipertextual é inorgânica e funciona dependentemente de um agente por meio de um manuseio externo.

5º- PRINCÍPIO DA TOPOLOGIA

- “Nos hipertextos, tudo funciona por proximidade, por vizinhança. Neles, o curso dos acontecimentos é uma questão de topologia, de ligação e separação...” “... A rede não está no espaço, ela é o espaço”.

Há no hipertexto ramificações com pontos de informação lógica e expansiva de um determinado assunto, dando um caráter de coesão ao mesmo, de modo que haja um entendimento amplo do que está sendo apresentado.

6°- PRICÍPIO DA MOBILIDADE DOS CENTROS

- “A rede possui permanentemente diversos centros que são como pontas luminosas perpetuamente móveis...”.

Parágrafo que demonstra a visão de uma rede hipertextual visível a qual tudo é mutável exceto sua anatomia.

II - O HIPERTEXTO

MEMEX

A idéia do hipertexto foi enunciada pela primeira vez por Vannevar Bush 1945, em um célebre artigo intitulado “As we may think”.

“O Memex serviria para mecanizar a classificação e a seleção por associação. ‘Uns imensos reservatórios multimídia de documentos, abrangendo ao mesmo tempo imagens sons e textos”.

O memex: (Memory Extension) é uma máquina feita para auxiliar a memória e guardar conhecimentos.

Bush propunha o funcionamento do Memex de acordo com o pensamento humano, segundo ele não de forma linear, e sim, através de associações.

“A segunda condição a ser preenchida seria a miniaturização desta massa de documentos...”

XANADU

“Uma espécie de biblioteca de Alexandria dos nossos dias.”

“Xanadu seria uma espécie de materialização do diálogo incessante e múltiplo que a humanidade mantém consigo mesma e com o seu passado”.

“Nessa época ainda não se sabia como programar bancos de dados acima dessa ordem de grandeza”.

“Em segundo lugar todo esse trabalho (digitalização, formação, etc...) sairia muito cara”.

“Em terceiro nessa época não haviam tantos recursos voltados para essa contextualização, pois no domínio da multimídia interativa, quase tudo, estava ainda para ser inventado.”

CÍCERO

“Projeto de um sistema educacional dirigido pelo professor Bernard Frisher da Universidade da Califórnia em Los Angeles.

A terminologia para a denominação de tais sistemas ainda não foi definida ”. “O termo utilizado no livro é hipertexto – deixando claro que ele não exclui de forma alguma a dimensão audiovisual.

TECNICAMENTE UM HIPERTEXTO...

É um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos ou partes de gráficos, seqüências sonoras, documentos complexos que podem eles mesmos ser hipertextos. Os itens de informação não são ligados linearmente, como em uma corda com nós, mas cada um deles, ou a maioria, estende suas conexões em estrela, de modo reticular. Navegar em um texto significa, portanto desenhar um percurso em uma rede que pode ser tão complicada quanto possível. Por que cada nó por sua vez, conter uma rede inteira.

Þ “Um hipertexto é um tipo de programa para a organização de conhecimentos ou dados de aquisição de informações e de comunicação”.

Existem várias definições de hipertexto, porém ele pode ser mais simplesmente explicado como um texto que se acha insuficiente a ponto de não conseguir explicar todo assunto e por isso insere outras informações Por interfaces (rodapés, imagens etc...), ou até mesmo informações de um determinado autor.Por exemplo: (seria muito interessante que se leia o texto (ou livro de...)).

ALGUMAS INTERFACES DA ESCRITA

“Notas de pé de página, página de título, cabeçalhos, numeração regular, sumários, notas, referencias cruzadas. Todos esses dispositivos lógicos, classificatórios e espaciais sustentaram-se uns aos outros no interior de uma estrutura sistemática”.

Þ Possibilitou um exame rápido do conteúdo dentre outras funções.

À imprensa:

Aldo Manucio: Inventou o (In octavo)

“Editor veneziano inventou também o estreitamento caractere Itálico e decidiu livrar os textos do aparelho crítico e dos comentários que os acompanhavam há séculos...”.

Þ Foi assim que o livro tornou-se mais maleável, e disponível para a apropriação pessoal já que agora se poderia produzir em grande quantidade.

O autor chama a atenção para a perfeição da interface do jornal “...O jornal encontra-se todo em ‘open field’, já quase inteiramente desdobrado...” “Enquanto a interface informática, nos coloca diante de um pacote terrivelmente redobrado, com pouquíssima superfície que seja diretamente acessível em um mesmo instante...”

Aqui se nota uma considerável percepção, a de que as facilidades da informática acabam se tornando um verdadeiro baú com cadeado de infinitas combinações e de difícil manuseio.

O SUPORTE INFORMÁTICO DO HIPERTEXTO

“Realizando o sonho de Vannevar Bush, mas através de técnicas diferentes daquelas imaginadas em 1945. Os suportes de registro ótico como o CD-ROM oferece uma enorme capacidade de armazenamento em um volume bastante pequeno”.

Existiu um grande desenvolvimento em torno do suporte Informático é analisado nesse livro.Grandes modificações ocorreram depois de1945, de tal forma que os registros não mais precisariam ser guardados apenas no computador (esse o qual não possuía memória tão extensa como a que se tem hoje ) eles poderiam ser registrados em um dispositivo denominado CD-RM (compact disc Record)Que é um Sistema de leitura de CD em computadores, para jogos e diversos tipos de software.

Hoje não mais se precisa de uma série de decodificações para inserir nenhum tipo de informação no computador, basta um leve manuseio de forma adequada e essa informação ficará gravada em um pequeno CD.

NAVEGAR

“A velocidade torna o hipertexto específico”

A Internet tem vários ambientes.Um dos mais conhecidos deles é chamado Web ou WWW, que significa World Wide Web, ou, traduzindo, teia mundial. O conceito de web ou teia representa exatamente o que a Internet é: uma grande teia de cabos e comunicações via satélite ligando servidores e micro-computadores de todo o mundo entre si através do padrão de comunicação da Internet.Que é o que permite a rapidez e precisão no que você deseja procurar.

No caso do hipertexto a Web vai permitir que sua pesquisa seja enriquecida com outros sites que podem te levar ao aprofundamento de um conteúdo.

MAPAS IMPERATIVOS

“A memória humana é estruturada de tal forma que nós compreendemos e retemos bem melhor tudo aquilo que esteja organizado de acordo com relações espaciais”.

Inspirados na mente humana os mapas imperativos darão uma dimensão real às informações apresentadas.Como a mente humana esses mapas farão o papel de um guia onde com alguns cliques será possível que uma pessoa consiga estar em lugares distantes tudo isso virtualmente com a possibilidade de conhecê-lo.Isso ocorre por que como em um cérebro humano esses programas utilizam da associação para seus fins, como o pensamento ele une informações e até mesmo lugares reais dando informações como localização e noção de espaço.

RÉQUEM PARA UMA PÁGINA

“Os volumes da Britânnica ou da Universalis são muito pesados, inertes, imóveis. O hipertexto é dinâmico, está perpetuamente em movimento. Com um ou dois cliques, obedecendo por assim dizer ao olho, ele mostra ao leitor uma de suas faces, depois outra, ou certo detalhe ampliado, uma estrutura complexa e esquematizada”.

Esse trecho explica o dinamismo com que um leitor pode deleitar-se em um hipertexto, e como as pessoas sofriam com os volumes gigantes e pesados com todas as exegeses contidas em únicos e imensos livros de manuseio e entendimento muito parcial ou às vezes bastante complexo.

III – SOBRE A TÉCNICA ENQUANTO HIPERTEXTO

O COMPUTADOR PESSOAL

Desordem e caos: Silicon Valley

No início dos anos 60, na universidade de Stanford tinham sido implantadas, entre a NASA, Hewlet, Packard, Atari e Intel.

Entre os estudantes destacavam-se:

Steve Jobs; Steve Wozniac: Inventores do Blue Box (Home computer club).

Em Berkeley existiam idéias sobre o desvio da alta tecnologia em proveito da “contra-cultura” e a slogans tais como Computers for the people (computadores para o povo).

Þ Define se a luta de jovens para que o acesso de pessoa à tecnologia fosse viável. Já que isso era restrito à grandes empresas e ao exercito.Porém é importante ressaltar que esses jovens não faziam idéia de que esses esforços renderiam tanto nos dias atuais. E como o autor disse devemos perdoar esses tais por não perceberem que isso que pra eles não passava de “simples” porém complexos experimentos, já que nessa época era visto apenas como entretenimento brilhante ( para eles apenas o fazer o protótipo funcionar é o que era interessante ).

O CEGO E O PARALÍTICO, OU O ENGENHEIRO E O SOCIÓLOGO.

“O fracasso de uma informatização pode estar relacionado a detalhes mínimos, dissimulados entre as complexidades de um programa”.

Þ Como foi visto, no caso da interface informática.

Esse trecho fala de que modo devem ser guiados os profissionais técnicos. (É importante que haja uma preocupação do mesmo no conforto do usuário) levando sempre em consideração as suas críticas e necessidades.Para ele não existe erro de programação e sim erro de quem a fez.

“Separar o conhecimento da máquina da competência cognitiva e social é o mesmo que fabricar artificialmente um cego (o informata“puro” ) e um paralítico (o especialista “puro” em ciências humanas), que se tentará associar em seguida; mais será tarde demais,pois, os danos já terão sido feitos”.

Ele argumentou que hoje não se fazem informatas visando apenas a parte teórica, mecanizada e objetiva, pelo contrário, esse técnicos “intervêm sobre a comunicação, a percepção e as estratégias cognitivas de indivíduos e de grupos de trabalho...” Ou seja, eles se preocupam em adaptar a máquina ao mundo dos homens e não o contrário.

MÁQUINAS DESEJÁVEIS

“A informática não intervém apenas na ecologia cognitiva, mas também nos processos de subjetivação individuais e coletivos”.

O computador (como qualquer outra máquina) pode ocasionar sentimento de desejo a um indivíduo. “Da mesma forma que ficamos apaixonados por um computador, um programa ou uma linguagem de programação”. O que é observado é que a informática está tão inserida no cotidiano da humanidade e tão disposto à atender suas necessidades que já é possível olhar o computador como um objeto mais subjetivo.

SOBRE O USO

“Os críticos da informática acreditaram, ingenuamente, nos informatas que sustentavam, até cerca de 1975, que a ‘máquina’ era binária, rígida, restritiva, centralizadora, que não poderia ser de outra forma”.

Formava-se uma idealização errônea de uma essência da informática, através dessas críticas. Douglas Engelbart (já nessa época ‘anos 60’) produzia um outro pensamento fundamentado em pesquisas sobre uma interação amigável. (Informática da comunicação).

“Toda criação equivale a utilizar de maneira original elementos preexistentes. Todo uso criativo, ao descobrir novas possibilidades, atinge o plano da criação.”

Þ Em 1979, Daniel Bricklin e Robert Frankston lançam a primeira planilha, O Visicalc, usando o Apple 2.

O visicalc permitia que pequenos empresários fizessem previsões (calculáveis) sem que precisasse programá-las.

TECNOPOLÍTICA

“Um programa resulta de uma utilização específica de um computador e uma linguagem de programação”.

Þ Cada programa segue um principio lógico de utilização e programação, de uma forma que jamais se ache um fato inicial ou final, que já não é uma interpretação.

A discursão sobre o valor da informática existiu em forma de artigos ou de livros como os de Vannevar Bush, Theodore Nelson ou Nobert Wiener.

“Abertamente ou não, a questão do bom ou mau uso se coloca de maneira singular a cada instante de um processo técnico.”

V – O GROUPWARE

“O usuário destes programas para equipes é explicitamente um coletivo”.

O trabalho em equipe significa uma promissora aplicação dos hipertextos, em relação à argumentação, discursão, organização e planejamento.

Þ Ninguém faz absolutamente nada sozinho.

“O groupware que acaba de ser citado está em uso atualmente em Austin, Texas, em uma versão um pouco menos completa”.

AS REDES DE CONVERSAÇÕES DE WINOGRAD E FLORES

A finalidade dessas redes é exatamente manter um canal aberto entre as pessoas para que seja possível uma conversação e com ela a “resolução de problemas” ou a tentativa de “tomar decisões” em grupo para um melhor aproveitamento. “Ele anima e mantém a rede de conversação onde são trocados os compromissos”.

Þ As redes de conversações foram extraídas da obra de Terry Winograd e Fernando Flores, publicada em 1986.

ARGUMENTAÇÃO AUXILIADA POR COMPUTADOR

“Os groupwares de auxílio à concepção e a discursão coletiva...”como já foi explicado, é utilizado como um captador de idéias e organizador das mesmas de forma que se possa perceber com bases argumentativas, totalmente sistematizadas a melhor decisão (Já argumentada). Há também uma ajuda perceptiva, que permite que os utilizadores do programa percebam a conversação como um todo e não vise apenas a sua ideologia.

O HIPERTEXTO, MATERIALIZAÇÃO DO SABER COMUM

“O groupware elaborado pela equipe de Douglas Engelbart no Stanford Institute era mais do que um simples programa de auxílio à argumentação e ao diálogo cooperativo”. Ele possuía outros utilitários, entre eles um processamento de textos que permitia que fossem lidos e anotados. Um “journal” , estrutura hipertextual que permitia ao usuário uma visualização mais apurada e profunda do assunto citado.

VI – A METÁFORA DO HIPERTEXTO

COMO O PENSAMENTI ATINGE AS COISAS

“As experiências que temos sobre as coisas misturam-se com imagens em demasia, ligam-se por um número excessivo de fios ao inextricável emaranhado das vivências ou à indizível qualidade do instante: não nos é possível ordená-las, compará-las, dominá-las. Uma vez que as entidades singulares e móveis do concreto tenham sido descoloridas e aplainadas, quando a lava espessa do futuro tiver sido planejada sobre poucos estados possíveis de um sistema simples e maleável, então nossa consciência míope e débil, em vez de perder-se nas coisas, poderá finalmente dominar, mas apenas através destas sombras minúsculas que são os signos”.

Þ A realidade é formada por pensamentos inventados e representados pela nossa memória. O nosso entendimento sobre o futuro e seu resultado exteriormente, provém, de utilização da experiência acumulada.

Nosso pensamento é explicado pela manipulação e a imaginação, fatores que explicam idealizações com o auxílio de metáforas, de pequenos modelos concretos de origem às vezes originados da técnica.

Universidade Estadual de Santa Cruz
Oficina de Informática e Telemática
Aluno: Afonso Augusto M. Ferraz

Manoel Castells, aborda em seu texto, as influências que as inovações tecnológicas tiveram nas vidas das pessoas, reestruturando as bases da sociedade e suas relações. Vemos aí, a integração global dos mercados financeiros, o surgimento da globalização.
Passa a haver uma redefinição fundamental de relações entre homens, mulheres, da família, sexualidade, personalidade. A sociedade passa por mudanças tão drásticas que as pessoas passam a correr desesperadamente em busca de uma identidade, um significado para suas vidas. “Cada vez mais, as pessoas organizam seu significado não em torno do que fazem, mas com base no que elas são ou acreditam que são. Enquanto isso, as redes globais de intercâmbios instrumentais conectam e desconectam indivíduos, grupos, regiões e ate países, de acordo com sua pertinência na realização dos objetivos processados na rede, em um fluxo continuo de decisões estratégias. Segue-se uma divisão fundamental entre o instrumentalismo universal abstrato e as identidades particularistas historicamente enraizadas. Nossas sociedades estão cada vez mais estruturadas em uma oposição bipolar entre a Rede e o Ser.”
Castells diz que a sociedade, embora não possa determinar a tecnologia, pode, por intermédio do estado, impedir o seu crescimento. Ele afirma que o que traça o destino de uma sociedade, isso é, se ela prosperará ou não, é a sua habilidade ou inabilidade de se utilizar de suas tecnologias. A tecnologia incorpora a capacidade de transformação das sociedades. Como exemplo ele cita a China e a Europa. A China, por volta de 1400, época em que o renascimento europeu plantava as sementes intelectuais da sua transformação tecnológica, era a civilização mais avançada em termos tecnológicos do mundo, porém ainda assim, nas Guerras do Ópio, em 1842, já havia sido subjugada pelas imposições coloniais da Grã-Bretanha e sua superioridade tecnológica.
Castells fala também da relação entre Estado e inovação tecnológica quando cita o surgimento do Minitel, na França em 1978. O Estado se comprometeu na criação de um programa em que cada casa receberia gratuitamente a instalação do Minitel no lugar de uma linha telefônica convencional. Mesmo com sua tecnologia primitiva, o Minitel foi muito bem aceito nos lares francês, graças à competência do Estado.